quarta-feira, 30 de maio de 2012

Evento da Agricultura Familiar em Goiás de 13 a 16 de junho Campus Samambaia da UFG em Goiânia

 

Venha participar do maior evento da Agricultura Familiar de Goiás

 

De 13 a 16 de junho de 2012 será realizada a Agro Centro-Oeste Familiar evento que objetiva discutir a realidade da agricultura familiar no país, estimulando a produção de conhecimentos nesta área para a divulgação da importância dos agricultores familiares no setor da produção alimentícia em Goiás.

Dezenas de cooperativas, associações de agricultores e agricultoras familiares farão da Agro Centro-Oeste um evento que demonstrará o potencial produtivo destes trabalhadores do campo. Representantes de movimentos sociais, instituições de ensino e governos municipais, estadual e federal estão mobilizadas para que a Agro Centro-Oeste Familiar possa evidenciar-se como um espaço da promoção da cultura, da arte, da produção alimentícia, da força e da reflexão dos agricultores familiares de Goiás sobre sua realidade no Estado e no país.

Segue anexa a programação do evento.

Para mais informações acesse: www.agro.ufg.br/agrocentro

http://www.facebook.com/pages/Agro-Centro-Oeste-Familiar

 


terça-feira, 29 de maio de 2012

REIA-GO rumo a Rio+20 e a II Jornada Internacional de Educação Ambiental


A II JORNADA INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL está chegando e terá lugar na Cúpula dos Povos na Rio+20, fruto de um processo dedicado de centenas de pessoas espalhadas pelo mundo com desejo sincero e proativo na construção de sociedades sustentáveis, mais justas e solidárias. Na Cúpula será lançada a Rede Planetária do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis com Responsabilidade Global.

Durante o Fórum Global da Rio-92,  paralelo à 2ª Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - foi realizada a I Jornada Internacional de Educação Ambiental, que instituiu, num processo mundial de consulta, o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global.

Construído por educadores e educadoras de adultos, jovens e crianças de oito regiões do mundo (América Latina, América do Norte, Caribe, Europa, Ásia, Estados Árabes, África e Pacífico do Sul), o Tratado, já publicado em sete idiomas, inspirou a criação de Organizações da Sociedade Civil, Redes e políticas públicas de Educação Ambiental ao redor do mundo.

Diversos eventos internacionais e nacionais ocorridos pós - RIO 92 permitiram constatar a atualidade do Tratado, suas propostas de ações, e deram origem à II Jornada Internacional de Educação Ambiental , cujo desafio, durante a Conferência e depois dela,  é demonstrar e fortalecer o papel da educação na construção de sociedades sustentáveis.

Todas as ações da II Jornada Internacional de Educação Ambiental têm como base as dimensões da sustentabilidade - Social, Econômica e Ecológica.

Vinte anos após a Conferência internacional Rio, o mundo avançou de forma surpreendente em globalização, conhecimentos, acesso à informação, comunicação, tecnologias, ciência e pesquisa, investimentos financeiros, entre tantas outras ferramentas para atingir a sustentabilidade.

Atualmente, boas práticas sustentáveis são realizadas, entretanto, as mesmas têm sido insuficientes para minimizar a crise ambiental planetária e a desigualdade social. A raiz do desenvolvimento sustentável está na atitude individual e coletiva, inclusive para sustentar/manter o que o mundo avançou.  Investir em educação é a base para as transformações desejadas, como a criação de capacidades humanas para a construção de sociedades sustentáveis nos seus mais amplos ambientes e redes de relações.

A REIA-GO é signatária do Tratado de Educação Ambiental e pela REBEA faz parte da Secretaria Executiva da Jornada.

Saiba mais:
Conhecendo o material da Jornada: http://sdrv.ms/LRWvEE
ou visitando o site: http://tratadoeducacaoambiental.net

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cúpula dos Povos: O que está em jogo na Rio+20


Pela unidade e a mobilização do povos, em defesa da vida e dos bens comuns, justiça social e ambiental, contra a mercantilização da natureza e a "economia verde"

A um mês da conferência das Nações Unidas Rio+20, os povos do mundo não veem  resultados positivos no processo de negociação que está ocorrendo na conferência oficial. Ali não se está discutindo um balanço do cumprimento dos acordos alcançados na Rio 92, ou como mudar as causas da crise. O foco da discussão é um pacote de propostas enganosamente chamado de "economia verde" e a instauração de um novo sistema de governo ambiental internacional que o facilite.

A verdadeira causa estrutural das múltiplas crises é o capitalismo, com suas formas clássicas e renovadas de dominação, que concentra a riqueza e produz desigualdades sociais, desemprego, violência contra o povo e a criminalização de quem os denuncia. O sistema de produção e o consumo atual – representados por grandes corporações,  mercados financeiros e os governos que garantem sua manutenção – produzem e aprofundam  o aquecimento global e a crise climática, a fome e a desnutrição, a perda de florestas e da diversidade biológica e sócio-cultural,  a contaminação química, a escassez de água potável, a desertificação crescente dos solos, a acidificação dos mares, a grilagem de terras e a mercantilização de todos os aspectos da vida nas cidades e no campo .

A "economia verde", ao contrário do que o seu nome sugere, é outra fase da acumulação capitalista. Nada na "economia verde" questiona ou substitui  a economia baseada no extrativismo de combustíveis fósseis, nem os seus padrões de consumo e produção industrial. Essa economia estende a economia exploradora das pessoas e do ambiente para novas áreas, alimentando assim o mito de que é possível o crescimento econômico infinito.

O falido modelo econômico, agora disfarçado de verde, pretende submeter todos os ciclos vitais da natureza às regras do mercado e ao domínio da tecnologia, da privatização e da mercantilização da natureza e suas funções. Assim como dos conhecimentos tradicionais, aumentando os mercados financeiros especulativos através dos mercados de carbono, de serviços ambientais, de compensações por biodiversidade e o mecanismo REDD+ (Redução de emissões por desmatamento evitado e degradação florestal).

Os transgênicos, os agrotóxicos, a tecnologia Terminator, os agrocombustíveis, a nanotecnologia, a biologia sintética, a vida artificial, a geo-engenharia e a energia nuclear, entre outros, são apresentados como "soluções tecnológicas" para os limites naturais do planeta e para as múltiplas crises, sem abordar as causas verdadeiras que as provocam.

Além disso, se promove a expansão do sistema alimentício agroindustrial, um dos maiores fatores causadores das crises climáticas, ambientais, econômicas e sociais, aprofundando a especulação com os alimentos. Com isso se favorece os interesses das corporações do agronegócio em detrimento da produção local, campesina, familiar, dos povos indígenas e das populações tradicionais, afetando a saúde de todos.

Como uma estratégia de negociação na conferência Rio+20, alguns governos de países ricos estão propondo um retrocesso dos princípios da Rio 92, como o princípio de responsabilidades comuns e diferenciadas, o princípio da precaução, o direito à informação e participação. Estão ameaçados direitos já consolidados, como os dos povos indígenas e populações tradicionais, dos camponeses, o direito humano à água, os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, dos imigrantes, o direito à alimentação, à habitação, à cidade, os direitos da juventude e das mulheres, o direito à saúde sexual e reprodutiva, à educação e também os direitos culturais.

Está se tentando instalar os chamados Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que serão utilizados para promover a "economia verde", enfraquecendo ainda mais os já insuficientes Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

O processo oficial propõe estabelecer formas de governança ambiental mundial que sirvam como administradores e facilitadores desta "economia verde", com o protagonismo do Banco Mundial e outras instituições financeiras públicas ou privadas, nacionais e internacionais, que irão incentivar um novo ciclo de endividamento e ajustes estruturais disfarçados de verde. Não pode existir governança global democrática sem terminar com a atual captura corporativa das Nações Unidas.

Repudiamos este processo e conclamamos todos para que venham fortalecer as manifestações e construções de alternativas em todo o mundo.

Lutamos por uma mudança radical no atual modelo de produção e consumo, consolidando o nosso direito para nos desenvolvermos com modelos alternativos com base nas múltiplas realidades e vivências dos povos, genuinamente democráticas, respeitando os direitos humanos e coletivos, em harmonia com a natureza e com a justiça social e ambiental.

Afirmamos a construção coletiva de novos paradigmas baseados na soberania alimentar, na agroecologia e na economia solidária, na defesa da vida e dos bens comuns, na afirmação de todos os direitos ameaçados, o direito à terra e ao território, o direito à cidade, os direitos da natureza e das futuras gerações e a eliminação de toda forma de colonialismo e imperialismo.

Conclamamos todos os povos do mundo a apoiarem a luta do povo brasileiro contra a destruição de um dos mais importantes quadros legais de proteção às florestas (Código Florestal), o que abre caminhos para mais  desmatamentos em favor dos interesses do agronegócio e da ampliação da monocultura; e contra a implementação do mega projeto hidráulico de Belo Monte, que afeta a sobrevivência e as formas de vida dos povos da selva e a biodiversidade amazônica.

Reiteramos o convite para participação na Cúpula dos Povos que se realizará de 15 a 23 de junho no Rio de Janeiro. Será um ponto importante na trajetória das lutas globais por justiça social e ambiental que estamos construindo desde a Rio-92, particularmente a partir de Seattle, FSM, Cochabamba, onde se têm catapultado as lutas contra a OMC e a ALCA, pela justiça climática e contra o G-20. Incluímos também as mobilizações de massa como Occupy, indignados, a luta dos estudantes do Chile e de outros países e a primavera árabe.

Convocamos todos para que participem da mobilização global de 5 de junho (Dia Mundial do Ambiente); da mobilização do dia 18 de junho, contra o G20 (que desta vez se concentrará no "crescimento verde") e na marcha da Cúpula dos Povos, no dia 20 junho, no Rio de Janeiro e no mundo, por justiça social e ambiental, contra a "economia verde", a mercantilização da vida e da natureza e a defesa dos bens comuns e dos direitos dos povos.

Rio de Janeiro, 12 de maio de 2012

Assinam:
Grupo de Articulação Nacional e Internacional da Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental*.
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*O Grupo de Articulação (GA) Internacional do Comitê Facilitador para a Sociedade Civil na Rio+20 (CFSC) da Cúpula dos Povos é formado por 35 redes, organizações e movimentos sociais de 13 diferentes países. Seus representantes trabalham junto ao GA Nacional (com 40 redes representadas) na coordenação metodológica e política da Cúpula dos Povos, evento paralelo e crítico à Rio+20, que vai reunir milhares de pessoas no Aterro do Flamengo, de 15 a 23 de junho.

Informe do Grupo de Articulação Internacionalizado da Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental 


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Relato Reunião REIA-GO, 04-05

Aí vai o relato da última reunião. Se eu esqueci de algo e alguém lembrar fiquem à vontade.

abços, Keli Cristine.

REUNIÃO REIA-GO

DIA 04/05/12

LOCAL: SEMARH

HORÁRIO: 14h

 

1-      Boa vindas - Márcio-SEMARH

 

2-      Apresentação dos integrantes, estavam presentes: SEMARH (Wagner, Ana Lúcia, Ana Carolina, Yuara, Márcio); SEDUC (Rose, Niransi, Keli Cristine); COOPERAFI/RENASCER (Luanna, Márcia); CJ (Mauricio, Giivago, Maíra, Diogo); SME (Sílvia, Marcos Pedro); UFG (Sandra); AMMA (Tiago)

 

 

3-      Memória das reuniões anteriores – Rose – SEDUC

·         O que é a rede e como cada pessoa se interou sobre a mesma;

·         Planejamento do CONGEA

·         Socialização das experiências para compor o painel que seria levado à Salvador, mas somente SEDUC, SME, CJ E COOPERAFI entregaram os dados.

·         Relato das experiências vivenciadas no VI Fórum

·         Realização do II CONGEA para este ano ou ano que vem

·         Seminários externos de mobilização da REIA-GO

·         Bandeira da REIA-GO que será levada para a II Jornada Internacional de Ed. Ambiental

 

4-      II CONGEA – Marcos Pedro e Diogo

·         Noção de pertencimento e fortalecimento da REIA-GO

·         Seminários externos para fortalecer a rede: processo de articulação por pólos, depois realização de seminário interno da rede para em seguida realizar o CONGEA

·         Unificação das agendas (como a EA está sendo discutida dentro de cada segmento representado na rede)

·         Pensar no objetivo do CONGEA

·         Agregar outros atores para Ed. Ambiental e não só a rede

·         A rede está articulada o suficiente para pensar o CONGEA e realizá-lo este ano?

·         Cooperafi relatou a possibilidade de renovação do Projeto Renascer para o ano que vem e assim poder inserir a realização do CONGEA, pois para este ano já não é mais possível financiar

·         Foi colocada a questão da capacidade(infra-estrutura) do interior em receber o evento do CONGEA

·         Sandra – UFG se propôs a fazer um projeto de mobilização por pólos onde há campus, mas somente pessoa vinculadas À UFG podem trabalhar. Assim ela sugeriu que cada instituição assumisse pólos possíveis.

·         Sílvia propôs um GT para escrever o projeto do CONGEA e as seguintes pessoas se dispuseram: Luanna, Thaís, Keli, Sílvia, Diogo, Marcos Pedro, Sandra, Rose

·         Marcos Pedro expôs a realização de 2 encontros interestaduais: em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul dentro do SABC e a rede concordou que seria interessante a idéia

 

5-      Sílvia falou da representatividade da REIA-GO na CIEA e Márcio disse que estão revendo e farão um novo decreto que agregarão novas entidades. *Representante no SABC, representante na COE infanto: Rose e Niransy. *Representante da REIA-GO/REBEA para o encontro da Cúpula dos Povos: Marcos Pedro e Sílvia.

Diogo disse que por enquanto só tem garantida uma passagem para cada rede. Está vendo a possibilidade de hospedagem solidária ou albergue.

·         Facilitação da REIA-GO: Tiago, Rose e Sílvia, Diogo, Marcos Pedro. Foi colocado que a reunião de facilitação está aberta para participação de outras pessoas que queiram estar envolvidas. Reunião da facilitação, agenda para o dia 21/05, 14h na UFG/IESA.

 

6-      Informes:

·         13 a 16 de junho – Agrocentroeste no Campus Samambaia UFG – Centro de Eventos Freua Bufáiçal. Quem tiver disponibilidade de realizar oficinas no dias 14 e 15 de junho falar com a Luanna.

·         15 e 16 de maio – I Seminário de Educação da Paz: estudos, pesquisas e vivências – Teatro Madre Esperança Garrido – Av. Contorno,63 - Centro.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Todo dia é Dia do Índio

Queridos, nesse dia do índio compartilho com vocês uma poesia da década de 1980 que traz questões muito atuais, infelizmente.

Apoé Sol

Te peço irmão 
a mão da consciência 
Pois desta terra que sou filho e fruto
fui expulso ou demarcado
Pois do sangue derramado mancha negra na história
Nascem guerreiros mil que nem Ajuricaba ou Tupã
Tem força mais viril
Te peço irmão que o sopro libertário seja o marco tribal
Unificando o nosso povo
Pois a guerra não é sina da comuna primitiva
Nem a paz é utopia da civilização de um novo dia
Mas inda uma vez te peço irmão que o ferro do futuro seja moldado na justiça
E o índio homem seja livre em sua casa

Antonio Stelio, 1983

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Stélia Castro
Geógrafa
Mestranda em Preservação do Patrimônio Cultural
IPHAN-AC